quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Ministério de Cada Cristão, 7 a 14 de Abril


“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as virtudes dAquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa luz”.  I Pedro 2:9.
           
Pedro descreve o novo Israel fazendo uso da descrição direta de Deus que estabeleceu ao antigo Israel privilégios e responsabilidades (Êxodo 19:5 e 6).
           
 A teologia do sacerdócio real não começa no Novo Testamento. No Sinai Deus prometeu que Israel seria um reino de sacerdotes para comunicar poder e a presença de Deus. O poder e a presença de Deus são privilégios metafísicos que acompanhariam Israel. A principal responsabilidade constitui no cumprimento da missão. Que, aliás, o próprio texto identifica sua amplitude, ‘todos os povos’ (Êxodo 19:5).
          
  Há uma ligação lógica entre o que Pedro afirmou em sua primeira carta sobre o sacerdócio de todos os crentes com o que Paulo escreveu em II Coríntios 5:15 a 20. Veja, para Pedro os sacerdotes de Deus contemporâneos, são àqueles que foram tirados das trevas e colocados na Luz. Para Paulo, os que foram reconciliados com Deus por meio de Jesus, são constituídos em embaixadores de Cristo. Ambos usam termos para qualificar o trabalho de Deus para com a raça humana (salvação) como também definir o trabalho daqueles que foram salvos.
“Muitos dos crentes a quem Pedro dirigiu suas cartas estavam vivendo no meio do paganismo, e muito dependia de permanecerem eles fiéis à alta vocação de sua profissão. O apóstolo insistia em seus privilégios como seguidores de Cristo Jesus. "Vós sois a geração eleita", escreveu, "o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia."                                                                                Atos dos Apóstolos, 521.        
             
A santidade do crente oportuniza-o para a missão da igreja, enquanto que, uma vida pecaminosa constante e inveterada é desqualificadora para o exercício da função de embaixador de Deus.

Um Embaixador é o funcionário diplomático de mais alto nível acreditado junto a um Estado estrangeiro ou organização internacional, encarregado de chefiar a missão diplomática de seu país que ostente a classificação de Embaixada ou Delegação, ou seu equivalente. É este privilégio que Deus tem nos concedido, sermos Seus representantes do mais alto nível.

Os embaixadores identificados por Paulo, fazem parte da igreja que recebe de Deus por parte de Pedro vários títulos:
1-      Raça Eleita – o vocábulo grego para ‘raça’ é ‘genos’. Este termo significa grupamento de gente com vida e descendência comuns. Somos descendentes de Deus. Através da criação somos criaturas, pela redenção somos filhos. A unidade fundamental de nossa hereditariedade é CRISTO;

2-      Sacerdócio Real – somos sacerdotes pertencentes à família real. João em apocalipse também identifica os santos como sacerdotes e reis (Apocalipse 1:6 e 5:10). A idéia de Pedro e João de que os sacerdotes cristãos são também reis, acrescenta ênfase à elevada posição e ao privilégio de que desfrutam;

3-      Nação Santa – Pedro apresenta a igreja de Cristo como um conglomerado de pessoas ‘santas’. É através da transformação moral pelo processo de santificação que vamos sendo transformados segundo à imagem de Cristo. A igreja é santa porque indivíduos foram ‘separados’(separação para Deus faz parte inerente do termo grego’agios’). Homens e Mulheres separados do mundo, de seus vícios e corrupções, como também da incredulidade. O interessante é que Deus separa e depois ajunta, aglomera formando assim a Sua Igreja , cujo termo grego ‘eclesia’ significa assembléia, reunião;

4-      Povo de Propriedade Exclusiva de Deus – não pertencemos a nós mesmos, sendo assim, não podemos agir como melhor nos pareça. Como afirmou o salmista: Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio” (ver Salmo 100:3).

5-      A Fim de Proclamardes – as explanações acima são as justificativas para as responsabilidades          dos indivíduos fieis, que juntos formam o corpo organizado de Cristo, Igreja. ‘Virtudes’ do grego ‘arete’ que significa ‘excelência moral, manifestação do poder divino.

O crente deve exibir, em suas palavras e em sua vida, não meramente a bondade de Deus, mas também a Sua glória, a Sua grandeza, todos os Seus nobres atributos, como a justiça, a sabedoria e a força. Essa fora a responsabilidade dos hebreus, com o infortúnio do fracasso, então Deus colocou essa responsabilidade sobre a Igreja Cristã (ver Mateus 21:43). Essa responsabilidade é muito claramente descrita no Antigo Testamento: Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas”. Salmos 96:3 / “Dêem honra ao Senhor e anunciem a Sua glória nas terras do mar”. Isaias 42:10. E no Novo Testamento, principalmente na comissão evangélica (ver Mateus 28:18 a 20).


O verso para memorizar desta lição é uma preciosidade hermenêutica. Como corpo de Cristo, a Igreja recebe este fundamento bíblico para sua existência, sua missão, sua realidade espiritual.

Em termos bíblicos é justificada a necessidade não somente de trabalhadores, mas também do sentimento de urgência para a execução da semeadura e da colheita. Ellen G. White declarou: “O Senhor chama cristãos vivos, trabalhadores e crentes”. Review and Herald, 21 de abril de 1903.

Como descendentes de Deus, nossas individualidades devem ser postas a serviço do Senhor. Se a individualidade está pondo em risco a unidade do corpo de Cristo, ela deve ser deixada de lado. Muitas vezes se faz necessário a submissão de qualquer preferência pessoal, ou vontades para que Deus seja honrado e Sua obra realizada.

“Os crentes de Tessalônica eram verdadeiros missionários. Seu coração estava inflamado de zelo pelo seu Salvador, que os livrara do temor da "ira futura". I Tess. 1:10. Mediante a graça de Cristo, operara-se-lhes na vida uma transformação maravilhosa; e a Palavra do Senhor, pregada por eles, era acompanhada de poder. Por intermédio das verdades apresentadas, corações foram ganhos e almas acrescentadas ao número dos crentes”. Atos dos Apóstolos, 256.

            Juntos somos mais fortes. Agora, juntos e unidos a Cristo somos invencíveis. Raça, Sacerdócio, Nação, Povo. Palavras que transmitem unidade que absorvem uma coletividade. Quando este Povo, este Sacerdócio, esta Nação ou esta Raça estiver devidamente ligado a Cristo, honra chegará ao terceiro Céu e as maravilhas de Deus serão desejadas pela sociedade ora corrupta e anunciada pelos Seus trabalhadores.

            Os relatórios sempre fizeram parte das missões do povo de Deus. O relatório dos espias, relatório de Tiago ao fim do Concílio de Jerusalém, há relatórios no Céu. Isto implícita ordem e sistematização com fins didáticos. A igreja de Deus não poderia ser diferente. Observe a declaração de Ellen G. White:
“É perfeita a ordem no Céu, assim como a obediência, a paz e a harmonia. Os que não têm tido nenhum respeito pela ordem e a disciplina nesta vida, não respeitarão a ordem observada no Céu. Não poderão ser ali admitidos; pois todos quantos houverem de ter entrada no Céu amarão a ordem e respeitarão a disciplina”                                   Conselho Sobre Educação, 43.

Conclusão:
A história da humanidade tem demonstrado que progressivamente o homem tem banido o pecado de seu pensamento como algo inexistente. O psiquiatra Karl Menninger em seu livro What Happened to sin? Evidencia que o homem moderno não se sente responsável perante Deus. O mal perdeu sua dimensão vertical.
Dr. Russell Shedd afirma que “o pecado é uma afronta ao justo Legislador do universo. Ele não excitou em destruir toda forma de vida”. Fundamentos Bíblicos da Evangelização, 27. Isso nos faz lembrar de que a ira de Deus não é nenhuma teoria abstrata, mas, a pura verdade.
O dilema humano repousa sobre seus atos maus, os quais provocam uma aversão à luz do evangelho. Os homens têm odiado a única luz capaz de salvá-los de seu destino. Essa situação não se parece com o vício das drogas, do álcool e do tabaco? A condescendência leva a uma escravidão ainda maior. No fim da estrada do pecado encontra-se o poder satânico da morte à espera de suas vítimas para devorá-las.
Deus nos chama para efetuarmos a tarefa de levar libertação para estes que estão repousando sobre o abismo, descansando nas trevas, afundados no pecado.

Pr. Clodoaldo Tavares dos Santos
Capelão do Colégio Adventista Cidade Nova – ABA – UNB

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